Insatisfeita…
Faz parte de mim, parar alguns minutos para analisar minha vida, me auto-analisar, analisar o que sinto, o que quero, o que permuto, o que reinvidico, o que exijo…
Faz parte de mim ser uma insatisfeita incurável, insatisfeita com minhas próprias atitudes, meus próprios pensamentos, com aquele livro romântico, aquela novela sem graça, com o que escuto, o que recebo dos outros, o que recebo dele e por aí vai.
Tenho em mim uma cidade lotada dentro de um descampado completo. Tenho em mim as incertezas, as descrenças, os desafios… Tenho em mim uma salada de fruta de sentimentos.
É o medo que se mistura com a beleza, com o amor, com o desejo, com a insegurança, com as dúvidas, certezas e esperanças e fazem uma lambança na minha mente.
E então? Sendo assim, insatisfação é um sentimento bom ou ruim?
Uma empresa que trabalhei tinha como lema: “Seja sempre insatisfeita com seus resultados”, assim você sempre buscaria o melhor de você mesmo sempre, mas, pensando de outro lado, quer dizer que eu luto, luto, luto, ganho meu troféu e não posso ficar satisfeita comigo? Insatisfação não significa que eu tenha que parar de correr atrás do que eu quero, mas é um ânimo para seguir em frente.
Mudando o rumo da prosa, como diz minha avó, o que será que é preciso para eu me satisfazer no amor?
Por exemplo, tive um namorado que me dava atenção a todo tempo, me dava expectativas pro futuro, me dava o carinho que eu precisava quando eu precisava e eu não era satisfeita, sei lá o que faltava. Acho que tinha certeza demais, segurança demais e às vezes isso não é tão bom. É a dúvida que nos faz enlouquecer de amor, fazer juras, tentar se superar cada dia mais.
Pronto!
Agora estou novamente namorando com o oposto desse outro citado aí. Ele sim, me dá carinho, mas não tanto. Ele me dá atenção, mas não tanto. Ele não faz planos futuros comigo, diz que o tiver que ser será, pois é, mais como diz aquela música: “Hoje eu quero ouvir qualquer palavra tua, qualquer frase exagerada que me faça sentir alegria em estar vivo” entende?
Ele me faz imensamente feliz quando estou a lado dele, mas quando estou longe bate aquela dúvida, é, aquela mesmo que eu disse ali em cima, aquela que faz bem sabe. E essa dúvida me faz ter medo.
Sabe quando você tem certeza que encontrou seu encaixe perfeito, aquele que completa meus vazios e esvazia meus excessos.
É essa maldita mania de achar que as pessoas são perfeitas, de querer montar uma pessoa pra viver com você com uma pitada de ciúmes, uma xícara de carinho, uma colher de machismo e mais uns cinco ou seis impedientes e vu Alá… Está pronto para servir. Quem dera não é mesmo?
Se eu disser que já aprendi a aceitar todas as pessoas como elas são, estarei sendo hipócrita, mas tento a honra de poder dizer que tento. Que tudo que eu coloco como conselhos eu tenho praticar no meu dia a dia.
E desse jeito eu continuo andando. Atravessando pontes, pulando poças, sorrindo lágrimas, transbordando amor.
Por ele… Sempre ele. Marcello!
Vinícius Mendes respondeu:
Hahahaahahahahaha…
“Seja eternamente insatisfeito com seus resultados”
Eu fazia parte desse lema absurdamente sem nexo. Vivi também boa parte da crônica aí em cima, afinal pude ver a agonia que o tal Marcello dava na autora.
Gaby, a cada dia me surpreendo com seus textos. São cada vez mais profundos, mais românticos, mais sinceros
MAIS JENIFFER OCEAN!
fevereiro 20, 2010 at 2:15 am. Link Permanente.